domingo, 13 de agosto de 2017

Seguidores


O Mestre proclamou o amor.
Eles cantam o desprezo e o ódio!
O Mestre declarou liberdade. 
Eles seduzem e escravizam. 
O Mestre ensinou o perdão. 
Eles clamam por vingança. 
Quem são, pois, seus seguidores, ó, Mestre?

"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."



quarta-feira, 21 de junho de 2017

MEU AVÔ TEM UM BOLSO MÁGICO

MEU AVÔ TEM UM BOLSO MÁGICO



Meu avô é diferente. Ele tem um bolso mágico.
Qualquer momento do dia, encontrando com ele pelo caminho:
- Vô Nino, me dá uma bala?
Banana, maçã ou uva... No seu bolso tem balas infinitamente.

Meu avô é impressionante. Ele tem um bolso incrível!
Tira de lá um pente bem fininho,
Penteia os cabelos lisos e negros.
E apesar de já ter soprado mais de setenta velinhas,
Seu cabelo nunca fica branco.  

Vô Nino é admirável. Ele tem um bolso fantástico.
De manhã, pinta paredes.
De noite, o pincel vira arte e pinta nos quadros
caminhos de felicidade.

Vovô é apaixonante. Ele tem um bolso extraordinário.
Com a pá que tira do bolso, ele levanta um muro rapidamente.
E com a simpatia que leva no rosto
 constrói amizades pela vila:
--Vem tomar café aqui em casa, seu Nino!

Vô Nino é admirável. Ele tem um bolso criativo.
Com a colher que tira de lá, faz café cheirar longe.
Todo mundo vem pra casa do Vô Nino e vó Tiana
Porque de longe escuta o cheirinho de café.

Mas o melhor de tudo isso,
Não tem como explicar.
No seu bolso, todo dia,
Qualquer hora que chegar,
Tem balas infinitas, é só pedir, ele te dá.
  

Não pensem que estou inventando, não, não.
Estão pensando que isso é brincadeira?
Vô Tiana é Sebastiana e vô Nino é Sebastião
Eles moram na rua Sebastião Laranjeiras.



segunda-feira, 29 de maio de 2017

aMor



Olá, leitores desta escrivaninha! 

Há coisas na vida de que gostamos e sabemos dizer exatamente o porquê. Às vezes é admiração ou gratidão. Às vezes foi a convivência e a familiaridade que cresceram tanto que fizeram brotar um vínculo profundo demostrado em afeto. Às vezes são os laços sanguíneos. Entretanto, há coisas das quais gostamos tanto que ultrapassa qualquer tentativa de explicação. Elas estão assim tão entranhadas em nós, tão do nosso jeito, que perdemos a razão de ser. Já não sabemos mais por que gostamos tanto!
 É assim que eu sinto a Legião Urbana. 



Talvez isso seja só um devaneio.

Um beijo de amor de fã! 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

LITERATURA MARGINAL / LITERATURA PERIFÉRICA

LITERATURA DA PERIFERIA



  Há alguns dias tenho me envolvido bastante com a literatura marginal. Também chamada de literatura periférica, esse tipo de produção cultural está à margem das grandes casas publicadoras, bem como seus autores estão distantes das grandes mídias. É a escrita de quem está de fora dos holofotes da cultura elitizada. É a voz da periferia da cidade. 


   De modo geral, quando se fala dos bairros afastados do centro das grandes metrópoles, costuma-se destacar muito mais o que há de precário nessas regiões do que a viva e produtiva atividade cultural que os mesmos cidadãos marginalizados produzem. Consolidados há alguns anos, os eventos culturais da periferia vêm ganhando força. Foram, especialmente, os saraus que despertaram a veia artística de gente para quem o mercado editorial torceria o nariz. Além de incentivar a leitura de poesia, os saraus da periferia têm revelado excelentes poetas, com qualidade que vai além da crítica social ( principal característica do gênero). São obras de qualidade técnica. Rimas muito bem construídas, poesias concretas, surpreendentes efeitos sonoros! 





  Um dos nomes que vem ganhando destaque na literatura periférica é o de Rodrigo Ciríaco, o traficante da poesia. Seu livro "Vendo pó.. esia" é um exemplo fantástico da perfeita combinação da técnica com a crítica social. O autor ainda mantém um trabalho com alunos de uma escola estadual, com quem criou o grupo "Os mesquiteiros" e publicou a obra "Pode pá que é nóis que tá". 












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Ciríaco, Rodrigo. Vendo pó... esia. Editora Nós. 

"Pode pá que é nóis que tá" - Coletanea Sarau dos Mesquiteiros 

terça-feira, 18 de abril de 2017